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Parque Nacional do Itatiaia ao Vivo (Parte Alta)

Câmera ao vivo da parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, na Serra da Mantiqueira, divisa RJ e MG.

Parte Alta, Parque Nacional do Itatiaia, Serra da MantiqueiraBrasilTransmissão: Parque Nacional do Itatiaia ICMBio (PNI)
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Do alto da Serra da Mantiqueira, acima dos 2.000 metros, a câmera do Parque Nacional do Itatiaia ao vivo mostra em tempo real a parte alta do parque, o planalto de campos de altitude onde ficam o Pico das Agulhas Negras e o Maciço das Prateleiras. É ali que o tempo vira em minutos, e a transmissão deixa qualquer pessoa conferir, antes de pegar a estrada, se a serra está aberta ou tomada pela neblina.

O que a câmera do Itatiaia ao vivo mostra

A imagem vem do setor conhecido como Parte Alta, ou Planalto do Itatiaia, onde a mata atlântica dá lugar a campo aberto, aflorações de granito e vales suspensos. Pela transmissão dá para acompanhar as nuvens subindo pelos vales no fim da manhã, o céu limpo que costuma aparecer logo cedo e a neblina que fecha tudo em poucos minutos. Em manhãs de inverno, a geada branca no campo aparece na imagem.

A transmissão é do canal do próprio parque. O ICMBio mantém câmeras nessa área de montanha para monitorar focos de incêndio, um problema recorrente nos campos de altitude durante a estiagem.

Agulhas Negras, Prateleiras e os cartões-postais da parte alta

O ponto mais famoso é o Pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros, o lugar mais alto do estado do Rio de Janeiro e um dos cumes mais altos do Brasil. O nome vem das lascas de rocha escura que lembram agulhas apontadas para o céu. A poucos quilômetros dali fica o Maciço das Prateleiras, um paredão de granito em camadas que é o segundo grande cartão-postal do setor.

No mesmo planalto estão o Morro do Couto, a Pedra do Altar, o circuito Couto e Prateleiras e a Cachoeira Aiuruoca, a cerca de 6 km do Abrigo Rebouças. O abrigo, a aproximadamente 2.350 metros, é o abrigo de montanha mais alto do Brasil e funciona como base das trilhas, com área de camping ao lado.

O que fazer no Parque Nacional do Itatiaia

Criado em 14 de junho de 1937, o Itatiaia foi o primeiro parque nacional do Brasil e hoje protege cerca de 28 mil hectares na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, em território de Itatiaia, Resende, Itamonte e Bocaina de Minas. O parque é dividido em dois setores bem diferentes.

A parte alta é território de montanhismo, escalada e travessias longas, como a Ruy Braga, que liga os dois setores com pernoite. Quem gosta desse tipo de paisagem também encontra no site a rampa do Pico do Ibituruna ao vivo, em Minas Gerais.

A parte baixa, em Itatiaia, é o lado de mata fechada e água corrente: a cachoeira Véu de Noiva, o Lago Azul, as piscinas naturais de Maromba, o Centro de Visitantes e o Mirante do Último Adeus. É também um dos endereços mais procurados do país para observação de aves.

Como chegar à parte alta do Itatiaia

O acesso é diferente do da parte baixa. Vindo pela Via Dutra (BR-116), a saída é em Engenheiro Passos, distrito de Resende, de onde se segue pela BR-354 até a Garganta do Registro, na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Dali são cerca de 14 km de estrada de terra e pedra até o Posto Marcão, a portaria do setor, na BR-485, km 13,4.

A parte baixa, por sua vez, fica na Estrada do Parque Nacional, km 9, em Itatiaia, com entrada logo depois do pedágio. Quem vai de carro pode medir o movimento da rodovia antes de sair pelas câmeras ao vivo da Via Dutra, que incluem uma vista do km 315, já em Itatiaia.

Ingressos e horários de visitação

A parte alta abre diariamente, das 7h às 18h, e a parte baixa funciona de terça a domingo, das 8h às 17h. O ingresso inteiro custa R$ 46, com meia-entrada de R$ 23 para estudantes, maiores de 60 anos e pessoas com deficiência, e tarifa de R$ 5 para moradores do entorno. Pernoitar no Abrigo Rebouças sai por R$ 85 e o camping por R$ 75, segundo o site oficial do parque.

Atenção à lotação: atrativos como o Pico das Agulhas Negras e o cume das Prateleiras têm limite diário de 80 pessoas cada, e parte dos circuitos só aceita entrada até as 10h.

Melhor época para subir a serra

A chamada temporada de montanha vai do outono ao fim do inverno e é o melhor período para a parte alta: chove menos, o céu fica mais aberto e o risco de tempestade com raios no campo é bem menor. É quando as trilhas para os cumes rendem as vistas mais limpas.

No verão, as chuvas da tarde tornam a parte alta pouco recomendável, e a prioridade passa a ser a parte baixa, com as cachoeiras cheias.

Por que acompanhar a câmera antes de subir

Entre a portaria e o cume há horas de caminhada sem abrigo, então saber se a serra está limpa muda o passeio inteiro. A câmera ajuda a decidir na véspera ou na própria manhã, e serve também para quem só quer ver a montanha de longe. Na mesma linha, vale explorar as outras câmeras ao vivo do Rio de Janeiro.

Salve esta página para a próxima temporada de montanha. Se quiser mais natureza em tempo real, veja os parques ao vivo do Brasil e do mundo.